10.5.05

Dúvidas morais

"É imoral que sejam os trabalhadores no activo que hoje estão a descontar para terem direito às prestações familiares e à pensão que estejam a pagar as contribuições reduzidas de outros", criticou.

O secretário-geral da UGT afirmou que, "se o Estado declara socialmente necessário que haja prestações reduzidas para alguns trabalhadores", então deve ser ele a suportar os seus custos, "por via dos impostos".
Não são, de forma geral, os trabalhadores no activo que suportam as contribuições de quem nunca contribuiu de forma proporcional às prestações que recebe ou ao custo dos serviços públicos de segurança social? Há ou não uma factura que é passada à geração seguinte pela actual organização da segurança social?
Será que João Proença também considera que o adjectivo "imoral" se aplica aqui?

Considera o sindicalista que aumentar impostos não é a mesma coisa que aumentar a contribuição retirada aos rendimentos mensais sobre a designação de contribuições para a segurança social? Não é verdade que ao dar benefícios fiscais (menores contribuições) a certos grupos, o estado se empenha na sua acção de redestribuidor da riqueza, defendida pelo partido e pela associação sindical de João Proença?
Afinal, de que se queixa? De que o estado falha globalmente nessa função de uma forma geral ou só que não beneficia suficientemente quem o sindicalista favorece?